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Vila Nova de Foz Côa é um concelho da sub-região do Douro, pertencendo à região do Norte e ao distrito da Guarda. Tem uma área de 398,2 km² e uma densidade populacional de 15 habitantes por km² a nível concelhio, e 35 habitantes/km2 na sede de concelho.
A classificação de Património da Humanidade atribuída aos Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa, pela UNESCO, diz muito da história antiga desta região. Nas raízes de Vila Nova de Foz Côa encontra o homem paleolítico que, com modestos artefactos, vincou na dureza do xisto ambições e projetos do seu universo espiritual e material, fazendo deste santuário o maior museu de arte rupestre ao ar livre até hoje.
Os vestígios da ocupação humana, mais ou menos intensa, prolongam-se pelos tempos castrejos e romanos. Os escassos testemunhos do período suevo-visigótico e árabe garantem, contudo, a continuidade dos núcleos populacionais. Contrariando as vicissitudes próprias das terras fronteiriças nestas paragens, a vida comunitária revelou-se regular e contínua, a partir do séc. X.
O interesse régio e senhorial, no sentido de promover o povoamento e desenvolvimento desta região, foi confirmado através da concessão de cartas de foral aos habitantes das povoações, conferindo-lhes importância jurídico-administrativa. No século XIX, apesar de ter sido cenário de desordens, de perseguições e lutas fratricidas que acompanharam a implementação do liberalismo, a vila de Foz Côa assumiu a liderança do concelho, após vários condicionalismos que justificaram a substituição ou absorção de algumas sedes concelhias, nomeadamente as múltiplas reformas administrativas oitocentistas. Não obstante, os oito pelourinhos que resistem desde então, na área do atual concelho, testemunham a autonomia municipal e são o símbolo da ancestral vida comunitária na Região.
Visitar Vila Nova de Foz Côa é redescobrir a nossa história, é acompanhar o processo milenar que desvenda o património artístico e cultural em complementaridade com a rusticidade e a beleza paisagística que a região encerra e que merece a sua fruição.
Arquitectónico e Arqueológico
Se há Municípios com um grande acervo de valores patrimoniais, o de Vila Nova de Foz Côa está entre os primeiros. Tendo sido um concelho formado por vários outros antigos concelhos, acabou por agregar o seu importante património, num conjunto invulgar.
Além de possuir o maior sítio de arte paleolítica ao ar livre, por que é internacionalmente reconhecido, Foz Côa, preserva castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas. Percorra as diversas freguesias e encontre este património.
- Ruínas de Calábria, Caliábria ou Calábriga;
- Igreja Matriz (séc. XVI);
- Solar dos Viscondes do Banho (barroco);
- Casa dos Condes de Almendra;
- Pelourinho;
- Igreja da Misericórdia (séc. XVI).
Considera-se que este castelo tenha sido erguido entre os séculos IX e X, no denominado "período Leonês". Visto de longe, parece uma coroa de rei plantada num cabeço da terra. A planta é quase circular, rodeando o cabeço onde se encontra implantado.
Testemunha silenciosa de um passado milenar, a sua porta é em arco quebrado. No interior do castelo pode ser vista uma cisterna. Quando nele vier a ser feita uma prospeção arqueológica, que se justifica, é bem provável que ali se venham a encontrar diversas estruturas medievais enterradas, bem como uma necrópole tardo-medieval ao longo do pano interior da sua muralha. Impõe-se, por outro lado, por quanto se afigura, que se façam igualmente prospeções arqueológicas na zona exterior envolvente.
Distância à sede da freguesia: 2km
Altitude: 813m
Coordenadas GPS: 41°01'23.0"N 7°03'59.6"W
Castelo (do período Lionês);
- Gravuras rupestres paleolíticas da Penascosa.
- Casa Grande (estilo barroco);
- Pelourinho;
- Capela de S. Sebastião.
- Povoado pré-histórico do Castanheiro do Vento;
- Pelourinho.
- Solar dos Assecas (com pedra de armas).
- Igreja Matriz;
- Bairro do Casal (arquitetura rural) com a Capela de S. João (séc. XVII).
- Cruzeiro (cúpula piramidal); Fonte da Concelha (séc. XVI);
- Solar dos Donas Boto (séc. XIX);
- Igreja Matriz;
- Pelourinho e antiga casa da Câmara e Tribunal;
- Gravuras rupestres paleolítico da Ribeira de Piscos;
- Museu e ruínas da Quinta de Santa Maria.
- Igreja Matriz;
- Solar dos Aguilares (barroco);
- Fonte dos cântaros;
- Castelo Velho (Bronze e Ferro).
- Gravuras rupestres paleolíticas da Quinta da Barca.
- Capela de N.ª Sra. da Graça (raiz românica).
-Circuito Arqueológico de Freixo de Numão
- Igreja Matriz (de raiz românica);
- Solar Da Casa Grande (barroco) com museu de Etnografia e ruínas arqueológicas;
- Capela de N.ª Sra. da Conceição (1654);
- Capela de Sto. António (1622); Santa Bárbara (capela roqueira);
- Pelourinho (1789) ex-Domus Justitiae/1601)/; ex-Domus Municipalis (barroco, com armas de D. Maria I);
- Arquitetura rural;
CASTELO VELHO
Trata-se de um lugar imponente, não apenas como "sítio arqueológico," mas também como miradouro. A visita ao local é premiada pela beleza e grandeza do panorama que dali se desfruta.
Neste espaço têm decorrido campanhas sucessivas de escavação, que já permitiram estudar a existência de um povoado dos III e II milénios A.C. (Idades do Cobre e do Bronze). Na opinião dos arqueólogos Prof. Drª Suzana Jorge e Dr. António Sá Coixão, ali tanto poderia ter havido um povoado fortificado ou ser apenas um sítio monumentalizado, questões que os investigadores têm vindo a colocar, por enquanto sem uma explicação cabal quanto às funções de tão ancestral símbolo da presença humana na região.
Distância à sede da freguesia: 2km
Altitude: 813m
Coordenadas GPS: 41°04'21.6"N 7°11'33.0"W
Castelo de Numão
Ainda antes da Nacionalidade, em 960, o castelo de Numão pertencia, juntamente com outros, a D. Châmoa Rodrigues que o doou ao convento de Guimarães, através de sua tia, a Condessa Mumadona. Deve, entretanto, ter sido ocupado pelos mouros, pois, segundo alguns, Numão terá sido reconquistado por Fernando I, o Magno, de Leão, em 1055. A sua planta é de configuração irregular e quase não apresenta ameias; possui três portas (a do Poente, a do Arco e a de S. Pedro), torre de menagem e mais quatro torres.
O castelo primitivo deve ter sofrido bastante nas lutas com os mouros, levando a que nele se realizassem obras de melhoramento, em 1189, no reinado de D. Sancho I. Vestígio ainda dessa época - século XII - é um Cristo de bronze esmaltado, de Limoges, que pode ser apreciado em Numão e testemunhará a presença de cruzados franceses nas lutas contra o Islão.
A Igreja de Santa Maria, construída dentro do castelo e hoje em ruínas, apesar de tantas adulterações sofridas ao longo dos tempos, mostra bem a sua traça românica. Extramuros existe uma Necrópole com sepulturas cavadas na rocha, junto às ruínas da antiga Capela (ou igreja) de S. Pedro. É monumento nacional, conforme Decreto-Lei de 16/6/1910.
Distância à sede da freguesia: 2km
Altitude: 81m
GPS: 41°05'57.5"N 7°17'28.7"W
- Igreja Matriz; Capelas de Sta. Eufêmia e Sta. Teresa;
- Casas judaicas;
- Sepulturas antropomórficas no Castelo;
- Inscrições rupestres romanas do Areal, Telheira e Conde (Ribeira Teja; lagares romanos no Arnozelo.
- Fonte da Mó (1829);
- Arquitetura rural (séc. XVIII).
- Arquitetura rural.
- Solar dos Donas Boto;
- Brasão da família Sampaio e Melo;
- Capela de S. Sebastião;
- Igreja Matriz;
- Fonte de cima (Cúpula piramidal, séc. XVIII);
- Fonte de Baixo (com brasão).
- Pelourinho;
- Casa dos Albuquerques;
- Forno comunitário da telha;
- Arquitetura rural.
- Igreja Matriz (fachada manuelina);
- Pelourinho (manuelino);
- Caza Municipal;
- Capela de Sta. Quitéria (provável antiga sinagoga);
- Casa dos Andrades (com pedra de armas);
- Torre do Relógio, no sítio do Castelo;
- Capelas de S. Pedro e Sta. Bárbara;
- Capela de Sto. António (estilo barroco);
- Gravuras paleolíticas da Canada do Inferno;
- Gravuras paleolíticas da idade do ferro em Vale Cabrões e Vale José Esteves.
























